Palmeiras x Fluminense: a profundidade que faltou na ida

Por Análise Verdão · Escrito em 20/10/2026 · Análise feita antes do jogo de volta da semifinal

Resumo: No jogo de ida contra o Fluminense, o Palmeiras teve pouquíssimo ataque à profundidade. Sem Vitor Roque, o time ficou comprimido em campo, porque Flaco López, Jhon Arias e Andreas Pereira são jogadores de apoio, que se aproximam para jogar, e não de ruptura. A função de esticar o campo sobrou para os laterais. Para a volta, a correção passa por equilibrar as características do ataque, e a entrada de Ramón Sosa na ida mostrou o efeito disso.

Assista à análise completa no YouTube:

O ataque à profundidade foi o ponto que mais faltou ao Palmeiras na vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, no Maracanã. O resultado deixou o time com vantagem para a volta da semifinal da Libertadores, mas a análise do Análise Verdão aponta um problema que apareceu desde o início da partida e que precisa ser corrigido para o Palmeiras ter mais a bola e mais protagonismo em casa.

Os números e os perfis em uma tabela

ItemO que a análise mostra
Placar do jogo de idaFluminense 1 x 2 Palmeiras, no Maracanã
Posse no jogo de idaPalmeiras teve menos a bola, mas sofreu pouco, sobretudo no segundo tempo
Ataque à profundidadePouquíssimo, segundo a análise
Vitor RoqueAusente na ida; perfil de ruptura
Flaco López, Jhon Arias e Andreas PereiraPerfil de apoio: se aproximam para jogar, não atacam o espaço
LateraisFicaram com a função de esticar o campo
Ramón SosaEntrou na ida; ajudou a reter a posse e a esticar o campo

Base: jogo de ida da semifinal da Libertadores 2026, conforme o vídeo do Análise Verdão de 20/10/2026.

Por que o Palmeiras ficou comprimido no jogo de ida?

Imagem tática do jogo de ida: Andreas Pereira e Flaco López destacados entre as linhas, com a linha de defesa do Fluminense marcada em roxo

Sem Vitor Roque, o Palmeiras ficou sem um jogador que ataque o espaço às costas da defesa. Os nomes que estavam em campo no setor ofensivo, Flaco López, Jhon Arias e Andreas Pereira, têm característica de apoio: se aproximam do portador para jogar curto e associar, mas não fazem o movimento de ruptura que empurra a última linha adversária para trás.

O efeito é um time comprimido. Quando ninguém ameaça a profundidade, a defesa do Fluminense pode subir e encurtar o campo, o que facilita a marcação. Na ida, a tarefa de esticar o campo, tanto pelos lados quanto para frente, sobrou para os laterais.

Como o Palmeiras pode esticar o campo na volta?

Imagem tática do jogo de ida: Ramón Sosa destacado com a legenda ataca o espaço e uma seta vermelha indicando a corrida em profundidade

A resposta da análise é equilibrar as características do ataque. Ramón Sosa entrou no jogo de ida e, apesar de ter perdido um gol claro e de não ter ajudado tanto do ponto de vista técnico, ajudou o time a reter mais a posse de bola. Ao atacar o espaço, ele gerou dúvida na defesa do Fluminense e impediu que ela comprimisse o Palmeiras com facilidade.

No vídeo completo, a análise mostra um lance da ida em que Piquerez e Andreas Pereira fazem o mesmo movimento de ataque à profundidade e o portador da bola fica sem opção de passe curto. O Palmeiras perdeu a bola com dois jogadores atacando o espaço e ninguém dando apoio. É o retrato da falta de encaixe: não basta pedir ruptura a quem não tem essa característica.

Por isso, segundo a análise, mesmo não sendo necessariamente a melhor opção técnica, um jogador de ruptura na escalação inicial, seja Ramón Sosa ou Vitor Roque, caso esteja disponível, pode potencializar Flaco López, Andreas Pereira e Jhon Arias, abrindo espaço para quem vem de trás. Quem sai do time para essa entrada é decisão da comissão técnica.

Por que o encaixe tático pesa tanto numa semifinal?

“Em uma decisão como essa, o encaixe tático vale tanto quanto a qualidade técnica.”

Empilhar jogadores talentosos sem um encaixe adequado não resolve. Um atacante de ruptura também ajuda em outro momento do jogo: os contra-ataques. Como o Fluminense precisa do resultado e terá de sair para o jogo, o Palmeiras inevitavelmente ficará sem a bola em vários momentos, e os espaços na transição vão aparecer.

A análise faz uma ressalva: o atacante de ruptura não é solução mágica. Com a bola, o Palmeiras ainda precisa de paciência para manipular os encaixes da marcação do Fluminense, sem confundir calma com demora para decidir as jogadas.

Para você, quem deve atacar a profundidade no jogo de volta? Deixe sua opinião nos comentários.

Perguntas frequentes

O que faltou ao Palmeiras no jogo de ida contra o Fluminense?

Ataque à profundidade. Sem Vitor Roque, o Palmeiras ficou comprimido em campo, o que facilitou a marcação do Fluminense, e a função de esticar o campo sobrou para os laterais.

Por que Flaco López, Arias e Andreas Pereira não resolvem a profundidade?

Porque, segundo a análise, são jogadores de apoio, que se aproximam para jogar, e não de ataque ao espaço.

O que Ramón Sosa mudou no jogo de ida?

Mesmo perdendo um gol claro, Sosa ajudou o Palmeiras a reter mais a posse, esticou o campo e gerou dúvida na defesa do Fluminense.

Qual foi o placar do jogo de ida da semifinal?

O Palmeiras venceu o Fluminense por 2 a 1 no Maracanã, na ida da semifinal da Libertadores 2026.

Fonte e método

Texto baseado no reel do @analiseverdao no Instagram, publicado em 20/10/2026, que é um corte do vídeo Como o Palmeiras deve jogar para chegar à FINAL da Libertadores?, do canal Análise Verdão no YouTube. As informações sobre o jogo de ida, os perfis dos jogadores e o lance de Piquerez e Andreas Pereira vêm da análise em vídeo. Dados até 20/10/2026, antes do jogo de volta. As imagens são quadros do próprio vídeo.

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Comments

4 respostas a “Palmeiras x Fluminense: a profundidade que faltou na ida”

  1. […] ponto não surgiu do nada. Na vitória por 2 a 1 no Maracanã, a ida já tinha mostrado a falta de ataque à profundidade do Palmeiras contra o Fluminense, com Flaco, Arias e Andreas como jogadores de aproximação e os laterais […]

  2. […] alguém empurra a defesa adversária para trás. Esse mesmo mecanismo aparece na leitura sobre a profundidade que faltou ao Palmeiras na ida contra o Fluminense, em que os laterais e Andreas Pereira acabaram encarregados de esticar o […]

  3. […] É o contrário do que se viu na semifinal, quando o Palmeiras sentiu a falta de um jogador de ruptura, tema da análise sobre a profundidade que faltou na ida contra o Fluminense. […]

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