Arias no Palmeiras: culpa dele ou do contexto na semifinal?

Por Análise Verdão · Escrito em 24/10/2026 · Análise dos jogos de ida e volta da semifinal da Libertadores 2026 contra o Fluminense

O Palmeiras está na final da Libertadores depois de vencer o Fluminense por 2 a 1 no Maracanã, perder a volta por 1 a 0 no Nubank Parque, em 21 de outubro de 2026, e ganhar a disputa de pênaltis por 5 a 3. Entre os jogadores que saíram da semifinal com a atuação questionada está Jhon Arias. Que o colombiano ficou abaixo do esperado, é consenso. A pergunta que interessa para a final é outra: quanto disso foi decisão ruim dele e quanto foi a função que o time deu a ele?

O que Arias ficou devendo

Apresentador do Análise Verdão com a imagem da transmissão do jogo de volta entre Palmeiras e Fluminense, ainda 0 a 0, mostrando o posicionamento dos dois times

A leitura do Análise Verdão, no reel publicado em 23/10, começa pelo fato. Arias não fez uma grande semifinal, nem com a bola, nos dois jogos, nem sem ela, especialmente na volta.

No aspecto defensivo, o diagnóstico é de um Arias mais passivo na marcação no Nubank Parque. O Fluminense conseguiu explorar melhor o lado em que ele atuava, a ponto de Abel Ferreira trocar Arias de posição com Andreas Pereira em determinado momento do jogo. Quando um treinador inverte dois jogadores no meio de uma semifinal, a mensagem é clara: aquele setor estava sendo atacado e precisava de outra resposta.

A função que não combinava com ele

Apresentador do Análise Verdão explicando a troca de posição entre Arias e Andreas Pereira, com um lance da volta contra o Fluminense ao fundo

O ponto central da análise está no contexto coletivo. Na semifinal, Arias foi usado como o jogador mais próximo de Flaco López, praticamente como um segundo homem de frente. O problema é que os dois têm a mesma tendência: aproximar-se da bola, recuar para receber e jogar de frente para o campo.

Faltou, nos dois jogos, um jogador para atacar a profundidade, correr às costas da última linha do Fluminense e compensar os movimentos de Arias e de Flaco. Sem essa ruptura, o ataque fica comprimido. Flaco, isolado, não rende o seu melhor, e Arias perde justamente o espaço que costuma encontrar quando alguém empurra a defesa adversária para trás. Esse mesmo mecanismo aparece na leitura sobre a profundidade que faltou ao Palmeiras na ida contra o Fluminense, em que os laterais e Andreas Pereira acabaram encarregados de esticar o campo.

Onde Arias já rendeu bem

Segundo a análise, Arias já teve bom desempenho em outras funções: como terceiro homem de meio-campo, como jogador atrás de uma dupla de ataque e como meia que vem de fora para dentro, com liberdade para circular. Em todas elas há um ponto em comum, que é ele chegar à jogada com espaço, e não ser a referência que precisa segurar os zagueiros.

Fato: o reel registra que Arias rendeu bem nessas funções ao longo da temporada. Interpretação: a função na semifinal, ao lado de Flaco e sem um atacante de profundidade, tirou dele o que ele faz de melhor. O reel não traz números individuais, como passes, finalizações ou desarmes, e por isso este texto não apresenta esses dados.

Limitações e contrapontos

Esta análise se baseia na leitura em vídeo do Análise Verdão sobre os dois jogos, não em dados de rastreamento ou estatísticas individuais. A passividade defensiva e o lado explorado pelo Fluminense são observações das imagens das partidas.

O contexto coletivo também não absolve o jogador por completo, e o próprio reel não faz isso: a avaliação é de que houve, sim, decisões ruins do colombiano. Há ainda outros fatores que pesaram na volta, como a escolha do Palmeiras de esperar sem a bola e desacelerar com ela e as substituições tardias, pontos detalhados na análise do jogo de volta contra o Fluminense, que tem o vídeo completo do canal.

Conclusão

Arias ficou devendo na semifinal, mas a responsabilidade não é só dele. Usado ao lado de Flaco, sem um jogador que atacasse a profundidade, ele perdeu os espaços que o tornam decisivo, e ainda deixou o seu lado mais exposto sem a bola. A implicação para a final em Montevidéu, em 28 de novembro, é direta: se o Palmeiras mudar esse encaixe, com um atacante de ruptura ou devolvendo Arias a uma função com mais liberdade, a tendência é ver um jogador muito mais participativo e decisivo.

Perguntas frequentes

Arias foi mal na semifinal da Libertadores contra o Fluminense?

Segundo a análise do Análise Verdão, ficou abaixo do esperado nos dois jogos, com e sem a bola, e esteve mais passivo na marcação na volta, a ponto de Abel Ferreira trocá-lo de posição com Andreas Pereira.

Por que a função de Arias não funcionou na semifinal?

Ele foi usado perto de Flaco López, quase como um segundo homem de frente, e os dois tendem a recuar para receber. Sem um jogador atacando a profundidade, o ataque ficou comprimido e Arias perdeu espaço.

Em que funções Arias rende melhor no Palmeiras?

Como terceiro homem de meio-campo, atrás de uma dupla de ataque ou como meia que vem de fora para dentro, com liberdade para circular.

Fonte e método

Texto baseado no reel do @analiseverdao no Instagram, publicado em 23/10/2026. O áudio do reel foi transcrito e as imagens são quadros do próprio vídeo, com trechos da transmissão. Placar dos jogos, resultado dos pênaltis e data da final conforme os textos do Análise Verdão sobre a semifinal, que citam a reportagem da CONMEBOL. Dados até 24/10/2026.

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