Vitor Roque titular: quem sai, Marlon Freitas ou Evangelista?

Por Análise Verdão · Escrito em 27/10/2026

A volta de Vitor Roque ao time titular resolve um problema e cria outro. Resolve porque o Palmeiras rende mais com ele em campo desde o início: os números do ataque com e sem Vitor Roque mostram mais finalizações, mais xG e mais gols por jogo. Cria outro porque alguém precisa sair. A pergunta que recebemos de um seguidor resume o dilema: se Andreas Pereira é a peça certa no meio-campo, quem deixa o time, Marlon Freitas ou Lucas Evangelista? A pergunta central deste texto é essa: com Vitor Roque titular, qual volante perde a vaga, e por quê?

Por que a dupla de ataque não está em discussão

O ponto de partida é o ataque. Não há muito como fugir da dupla de frente, até porque Flaco López é muito potencializado por esse tipo de jogo, com um parceiro que ataca a profundidade ao lado dele. Se a dupla fica, a conta do meio-campo fecha com um nome a menos, e a premissa da pergunta se confirma: um entre Marlon Freitas e Lucas Evangelista vai ter que sair.

A questão, então, não é quem é melhor jogador. É quem contribui mais para o time e, principalmente, quem contribui mais em cada contexto de jogo.

Marlon Freitas: o volante para o jogo de ataque contra defesa

Marlon Freitas pode ser muito útil em partidas nas quais o Palmeiras precisa rodar melhor a bola. É o cenário de um adversário mais fechado, em que o jogo vira praticamente ataque contra defesa. Nesse contexto, o volante é cobrado pela circulação: dar ritmo à posse, trocar o lado do jogo e esperar o momento certo de acelerar, sem entregar a bola para um bloco baixo que só espera o erro.

Essa função conversa com o perfil do elenco. No levantamento dos 105 gols do Palmeiras em 2026, Marlon Freitas aparece entre os jogadores associativos, que preferem se aproximar e trocar passes a acelerar toda jogada, e 55,2% dos gols do ano saíram de ataque organizado.

Lucas Evangelista: o volante para pressionar alto

Lucas Evangelista pode ser mais útil quando o plano é pressionar lá em cima. Ele consegue cobrir mais espaços: sobe para marcar a pressão e depois volta para recompor. Num time que pressiona com dois atacantes na frente, esse ida e volta é o que sustenta a pressão. Se a primeira linha salta e o meio não acompanha, abre-se um buraco entre os setores. Se o volante acompanha e não volta, a transição defensiva fica exposta.

Aqui há uma conexão com o próprio Vitor Roque: com ele titular, o PPDA do Palmeiras cai de 11,21 para 9,96, sinal de pressão mais alta, segundo os mesmos dados do texto sobre a falta que ele faz. Um volante com fôlego para acompanhar essa pressão faz sentido nos jogos em que a ideia é recuperar a bola longe do próprio gol.

Andreas Pereira, o curinga que muda a conta

O nome que segura a vaga é Andreas Pereira, e o motivo é a versatilidade. Ele é um curinga no meio-campo: pode jogar mais como 8, mais aberto ou como camisa 10. Isso dá à comissão técnica uma peça que se adapta ao parceiro escolhido. Ao lado de Marlon Freitas, o time ganha circulação. Ao lado de Lucas Evangelista, ganha capacidade de pressão e cobertura. Andreas é quem permite que a escolha do segundo volante mude de jogo para jogo sem desmontar o meio.

Plano x contexto: a resposta é o rodízio

Fato: Vitor Roque titular e a dupla de ataque tiram uma vaga do meio-campo. Interpretação: a escolha entre Marlon Freitas e Lucas Evangelista depende do adversário e do plano de jogo, e não de uma hierarquia fixa. Contra um rival fechado, o perfil de Marlon pesa mais. Contra um rival que constrói desde trás e pode ser pressionado, o de Evangelista.

O calendário reforça essa leitura. Como mostramos na análise sobre a formação ideal para o Palmeiras buscar a tríplice, que traz o vídeo completo do canal sobre o tema, o time pode ter dez jogos em 40 dias até o fim da temporada se chegar à final da Copa do Brasil. Não há condição física de repetir os mesmos onze em todas as partidas.

Limitações e contrapontos

Este texto parte de uma resposta em vídeo a uma pergunta de seguidor, não de um levantamento estatístico sobre os dois volantes. Não comparamos números individuais de Marlon Freitas e Lucas Evangelista, e a escolha também depende de fatores que não estão no material, como condição física, cartões e o desenho tático de cada partida. Uma alternativa possível seria manter os dois volantes e tirar outra peça, mas isso contraria a premissa de que a dupla de ataque e Andreas Pereira são prioridade.

Conclusão

Com Vitor Roque titular, um entre Marlon Freitas e Lucas Evangelista vai ter que sair, mas a tendência é que nenhum dos dois perca a vaga de vez. Marlon é a melhor opção para jogos de posse contra defesas fechadas. Evangelista, para jogos de pressão alta e de muito espaço a cobrir. Com Andreas Pereira como curinga e a dupla de ataque mantida, a resposta mais provável é o rodízio, conforme o contexto de cada partida.

Perguntas frequentes

Com Vitor Roque titular, quem deve sair do meio do Palmeiras?

Um entre Marlon Freitas e Lucas Evangelista. A escolha depende do contexto: Marlon é mais útil quando o Palmeiras precisa rodar a bola contra um adversário fechado, e Evangelista quando a ideia é pressionar alto, porque cobre mais espaços.

Por que Andreas Pereira não sai do time?

Porque é um curinga no meio-campo. Ele pode jogar mais como 8, mais aberto ou como camisa 10, e se adapta tanto ao lado de Marlon Freitas quanto ao lado de Lucas Evangelista.

Por que o Palmeiras deve manter a dupla de ataque?

Porque Flaco López é muito potencializado jogando com um parceiro de ataque. Com Vitor Roque titular, o Palmeiras também finaliza mais, cria mais xG e pressiona mais alto, segundo os dados do Análise Verdão.

Fonte e método

Texto baseado no reel do Análise Verdão publicado no Instagram em 27/10/2026, em que respondemos à pergunta de um seguidor sobre quem sai do meio-campo com Vitor Roque titular. Os números de PPDA, xG e finalizações com e sem Vitor Roque vêm do levantamento do Análise Verdão publicado em 26/10/2026, e o percentual de gols em ataque organizado vem do levantamento dos 105 gols do Palmeiras em 2026, publicado em 27/10/2026. O calendário de dez jogos em 40 dias considera a hipótese de o Palmeiras chegar à final da Copa do Brasil. Data de corte: 27/10/2026.


Inscreva-se no canal: youtube.com/@AnaliseVerdao, com pré e pós-jogo do Palmeiras e análises táticas toda semana.

Seja membro do Análise Verdão: entre para o clube de membros

Parceiro do Análise Verdão: conheça a GRINGO pelo nosso link → gringo.go.link/c60xB


Comments

Deixe um comentário