Carlos Miguel, Weverton ou Prass: quem pega mais pênaltis?

Por Análise Verdão · Escrito em 22/10/2026 · Dados até 22/10/2026, depois da semifinal da Libertadores

Carlos Miguel defendeu a cobrança de Nonato e abriu caminho para a classificação do Palmeiras à final da Libertadores 2026, na vitória por 5 a 3 nos pênaltis sobre o Fluminense, no Nubank Parque, depois da derrota por 1 a 0 no tempo normal. Na fase anterior, contra a LDU, em Quito, ele já tinha pegado duas cobranças. Duas disputas seguidas decididas com o goleiro em evidência levam a uma pergunta que o torcedor faz há anos: quem é, de fato, o goleiro do Palmeiras que mais pega pênaltis?

O Análise Verdão colocou frente a frente quatro gerações do gol alviverde: Fernando Prass, Jailson, Weverton e Carlos Miguel. A resposta depende do que se mede, e é aí que os números precisam ser lidos com cuidado.

Os números de cada goleiro em pênaltis pelo Palmeiras

Tabela do Análise Verdão comparando pênaltis enfrentados, pênaltis defendidos, percentual de defesas e disputas vencidas e perdidas de Carlos Miguel, Fernando Prass, Jailson e Weverton pelo Palmeiras
GoleiroPênaltis enfrentadosPênaltis defendidosDefesas (%)Disputas vencidas / perdidas
Carlos Miguel15426,7%2 / 0
Fernando Prass671319,4%3 / 3
Jailson28517,9%1 / 2
Weverton971515,5%2 / 8

Base: carrossel do @analiseverdao publicado em 22/10/2026. “Pênaltis enfrentados” são cobranças durante as partidas; “disputas” são decisões por pênaltis em fases eliminatórias. Os números se referem apenas aos jogos pelo Palmeiras.

São duas medidas diferentes, e misturá-las é o erro mais comum nesse debate. A primeira coluna trata do pênalti marcado durante o jogo, um lance isolado. A última trata da disputa por pênaltis, que é um evento coletivo: o goleiro defende, mas o resultado também depende de quem bate do próprio time.

Carlos Miguel tem o melhor aproveitamento, mas com a menor amostra

Carlos Miguel, de uniforme verde-limão, se esticando para defender uma bola, com os números dele em pênaltis pelo Palmeiras: 15 enfrentados, 4 defendidos (26,7%), 2 disputas vencidas e nenhuma perdida

Fato: Carlos Miguel tem o maior percentual de defesas entre os quatro, 26,7%, com 4 pênaltis defendidos em 15 enfrentados. Também é o único sem disputa perdida: venceu as duas que disputou, ambas na Libertadores 2026.

Interpretação: o percentual é o melhor, mas é também o mais sensível. Com 15 cobranças, cada defesa vale 6,7 pontos percentuais. Se ele tivesse defendido uma a menos, o aproveitamento cairia para 20,0%, ainda à frente de Prass (19,4%), mas por margem mínima. Com Weverton acontece o contrário: com 97 cobranças, uma defesa a mais ou a menos mexe pouco mais de 1 ponto no percentual. Ou seja, o número de Weverton é muito mais estável; o de Carlos Miguel ainda está se formando.

O que já dá para afirmar com segurança é o peso das defesas dele. Segundo a CONMEBOL, nas quartas de final contra a LDU, Carlos Miguel se tornou o segundo goleiro do Palmeiras a defender pelo menos duas cobranças numa mesma disputa de pênaltis da Libertadores, depois de Marcos. Contra o Fluminense, a defesa na quarta cobrança, a de Nonato, deixou Marlon Freitas com a chance de fechar a série, e ele converteu.

Weverton: o maior número de defesas e o retrospecto mais duro nas disputas

Weverton com uniforme cinza de goleiro do Palmeiras e os números dele em pênaltis: 97 enfrentados, 15 defendidos (15,5%), 2 disputas vencidas e 8 perdidas

Fato: Weverton é quem mais enfrentou pênaltis (97) e quem mais defendeu (15) entre os quatro. Nas disputas, porém, tem o retrospecto mais negativo: 2 vencidas e 8 perdidas.

Interpretação: volume de defesas e disputa por pênaltis contam histórias diferentes. Os 15 pênaltis defendidos refletem anos de titularidade, num período em que o Palmeiras jogou muitas partidas e decisões. Já as 8 disputas perdidas precisam ser lidas no contexto coletivo. O levantamento do ge sobre a era Abel Ferreira mostra que, em dez disputas por pênaltis com o técnico, o Palmeiras venceu só três, e duas delas foram justamente as de 2026, contra LDU (4 a 3) e Fluminense (5 a 3). Antes disso, a última vitória tinha sido sobre o Atlético-MG, na Libertadores de 2022.

Limitação: o carrossel não detalha quem bateu e quem errou em cada disputa perdida. Por isso, não é possível atribuir ao goleiro, sozinho, o retrospecto de 2 a 8.

Prass e Jailson: o meio do caminho

Fernando Prass aparece em segundo no aproveitamento em pênaltis durante os jogos (13 defesas em 67, 19,4%) e tem um retrospecto equilibrado nas disputas: 3 vencidas e 3 perdidas. Jailson, com amostra menor (28 cobranças), defendeu 5 (17,9%) e venceu 1 de 3 disputas.

Na comparação direta entre os dois, a diferença de aproveitamento é de 1,5 ponto percentual, o equivalente a menos de meia defesa na amostra de Jailson. Na prática, os números não permitem separar os dois com segurança no pênalti durante o jogo.

O que mudou nas disputas do Palmeiras em 2026

A disputa de pênaltis não é só goleiro. Contra o Fluminense, o Palmeiras converteu as cinco cobranças, com Mauricio, Gustavo Gómez, Ramón Sosa, Piquerez e Marlon Freitas, enquanto o Fluminense desperdiçou uma, justamente a defendida por Carlos Miguel. Depois do jogo, Abel Ferreira explicou em entrevista coletiva que mudou a forma de preparar o elenco para esse momento: “Nós perdemos tanto nos pênaltis, que eu criei um protocolo, e ponto.”

Hipótese: a combinação de um goleiro em boa fase nas decisões com batedores que não erraram nas duas séries ajuda a explicar por que o Palmeiras quebrou, em 2026, a sequência ruim da era Abel. Duas disputas ainda são pouco para falar em mudança de padrão, mas é a primeira vez com o técnico que o time vence duas seguidas, segundo o ge.

Então, quem pega mais pênaltis no Palmeiras?

Depende da pergunta. Em números absolutos, Weverton, com 15 pênaltis defendidos. Em aproveitamento e em disputas, Carlos Miguel, com 26,7% de defesas e 100% de disputas vencidas, mas com uma amostra ainda pequena, de 15 cobranças e duas disputas. Prass vem logo atrás em aproveitamento, com uma amostra mais de quatro vezes maior.

O dado mais relevante para a final em Montevidéu é outro: o goleiro titular chega à decisão com as duas últimas disputas vencidas e com defesas que pesaram diretamente nas classificações. Se a final chegar aos pênaltis, o histórico recente joga a favor do Palmeiras, ainda que nenhum número garanta o resultado de uma série de cinco cobranças.

Para você, qual desses retrospectos mais chama atenção? Deixe sua opinião nos comentários.

Perguntas frequentes

Qual goleiro do Palmeiras defendeu mais pênaltis?

Entre Carlos Miguel, Weverton, Fernando Prass e Jailson, Weverton é o que mais defendeu pênaltis durante as partidas pelo Palmeiras: 15, em 97 cobranças enfrentadas.

Qual goleiro do Palmeiras tem o melhor aproveitamento em pênaltis?

Carlos Miguel, com 4 defesas em 15 pênaltis enfrentados (26,7%), à frente de Fernando Prass (19,4%), Jailson (17,9%) e Weverton (15,5%). A amostra de Carlos Miguel é a menor das quatro.

Quantas disputas de pênaltis Carlos Miguel venceu pelo Palmeiras?

Duas, sem nenhuma derrota: contra a LDU, nas quartas de final, e contra o Fluminense, na semifinal da Libertadores 2026.

Fonte e método

Texto baseado no carrossel do @analiseverdao no Instagram, publicado em 22/10/2026, de onde vêm todos os números da tabela (pênaltis enfrentados, defendidos, percentual de defesas e disputas vencidas e perdidas). O carrossel não informa a fonte primária nem o recorte de competições; os números foram reproduzidos como publicados. As contas de sensibilidade (o efeito de uma defesa a mais ou a menos no percentual) são cálculos do Análise Verdão sobre esses números. Informações complementares: ge (disputas por pênaltis da era Abel Ferreira, 22/10/2026), CONMEBOL (precedente de Marcos e data e local da final, 22/10/2026), AFP via CartaCapital (batedores e placar da disputa, 22/10/2026) e UOL (entrevista coletiva de Abel Ferreira, 22/10/2026). Dados até 22/10/2026. As imagens são do próprio carrossel.

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No YouTube, a análise em vídeo da classificação sobre o Fluminense explica o que deu errado no tempo normal e o que o Palmeiras precisa corrigir para a final.


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