Gomes, Barbosa e Murilo não são passadores excepcionais, mas a dificuldade do Palmeiras para sair jogando muitas vezes veio menos da limitação individual e mais da falta de opções coletivas.
Quando Gomes rifava a bola, frequentemente não havia linha de passe limpa: os jogadores por dentro demoravam a se movimentar e os laterais ofereciam apoios previsíveis. Murilo podia conduzir e atrair, mas sem alternativas por dentro a jogada acabava no lançamento.
Com Marlon Freitas e maior disposição para jogar curto, a saída começou a mudar. No primeiro semestre, Marlon baixava entre os zagueiros, Andreas ficava sozinho e a equipe lateralizava. Depois, os três corredores passaram a ser ocupados, criando opções curtas, médias e longas sem exigir genialidade dos defensores.
O sistema potencializa ou expõe as características dos jogadores. Os zagueiros precisam conduzir e procurar passes entre linhas, mas a estrutura é essencial: um grande time precisa de jogadores que se potencializam com linhas de passe e desmarques coordenados.
Principais takeaways
- Rifar a bola muitas vezes foi falta de linha de passe.
- A saída ficou previsível com apoios fáceis e pouca ocupação central.
- Três alturas de passe facilitam a construção.
- O entorno define as qualidades do trio de zaga.


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