O grande problema do Palmeiras em 2026 é defensivo, e os números de gols sofridos no Brasileirão enganam. Mesmo com uma das melhores médias, o time sofreu gol em mais de 60% dos jogos da temporada.
O padrão se repete: adversários têm tempo e espaço para cruzar, enquanto alguém finaliza livre dentro da área. Contra o Fluminense, o Palmeiras marcou duas vezes e ficou na frente, mas perdeu porque a defesa devolveu o jogo. Contra o Cerro, a linha de cinco também não corrigiu a falha coletiva.
O problema não é apenas a fase de um jogador. A linha fica espaçada, as coberturas atrasam e os corredores entre lateral e zagueiro são explorados. Carlos Miguel salvou muitas chances no primeiro semestre; quando o goleiro oscila, a fragilidade coletiva fica evidente.
Corrigir exige reorganizar o sistema: definir coberturas, reduzir as distâncias e reagir melhor quando a pressão alta é quebrada. Sem isso, trocar nomes ou esperar um gol do ataque não resolve a má fase.
Principais takeaways
- O placar mascara gols sofridos em mais de 60% dos jogos.
- O padrão é tempo para cruzar e linha defensiva espaçada.
- O problema é coletivo e aparece com linha de quatro ou cinco.
- É preciso ajustar coberturas e reorganização pós-pressão.


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